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GREVE

24/07/2019 10:19

Servidores da Educação em greve fazem vigília na Assembleia Legislativa

Em greve há quase dois meses, servidores da Educação de Mato Grosso decidiram iniciar na noite dessa terça-feira (23) uma vigilía e montaram acampamento na frente da Assembleia Legislativa do Estado. A previsão é que eles acampados até o final de quinta-feira (25).

A greve dos profissionais da educação já dura 58 dias e nesta semana o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) intensificou as manifestações.

Os membros do Sintep-MT cobram uma atitude dos deputados estaduais e do Governo. “A Assembleia sempre participou das nossas negociações. Eles não podem se omitir agora, as negociações devem continuar”, afirma o presidente do Sintep, Valdeir Pereira.

Segundo ele, uma proposta havia sido apresentada pelos deputados aos grevistas, mas ela foi recusada pelo governador Mauro Mendes. “A proposta era interessante, mesmo não sendo a ideal. A correção do salário ia ser paga de forma integral, mas parcelada até maio de 2020, mas o governador não aceitou”, explicou Valdeir.

“Depois disso, os deputados não fizeram mais nada. Estamos aqui para pressionar a base aliada, a oposição, porque queremos resolver isso”, finalizou.

A greve já vem se arrastando desde 27 de maio. Os servidores reivindicam o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA), o reajuste em 7,69% no salário dos professores, a concessão da licença-prêmio e licença para qualificação profissional, e o pagamento de 1/3 de férias proporcional para os professores contratados.

Nesta semana as manifestações foram intensificadas. Na segunda-feira (22) alguns servidores se acorrentaram em frente ao Palácio Paiaguás, sede do governo do Estado, no Centro Político Administrativo, em Cuiabá.

Em outra manifestação, os membros do Sintep realizaram um bazar na Avenida Senador Filinto Müller, próximo à igreja Nossa Senhora do Carmo, em Várzea Grande.

Eles também fizeram um protesto com faixas e bandeiras na reabertura do Hospital Estadual Santa Casa de Cuiabá nessa terça-feira (23). Na ocasião, o governador Mauro Mendes (DEM), considerou o ato como “manifestações normais”. "Eu já falei isso várias vezes. Já dialoguei muitas vezes. Vou repetir tudo que eu já disse na primeira entrevista, quer que eu repita de novo? Vou repetir: Estamos estourados na LRF [Lei de Responsabilidade Fiscal], com 58%. Isso mudou? Não, não tem como mudar, então”, disse Mauro Mendes.

Fonte:https://www.hipernoticias.com.br/


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Assessoria Jurídica.

Marcos Davi Andrade

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